Precisamos fazer pesquisa no Brasil?

Como os institutos de pesquisa fazem pesquisa no Brasil ?

Se você já fez uma pesquisa escolar sabe qual é o processo. Primeiro você tem um tema. Daí o próximo passo é pesquisar tudo que já foi estudado sobre aquele tema documentado em livros, textos e vídeos na internet, revistas especializadas. Então se faz um resumo e entrega ao professor.

Conforme você vai passando os graus da escada de conhecimento (sim, tem uma escadinha muitas vezes bem elevada), essa pesquisa vai se tornando mais, digamos, puxada.

Vem o TCC ou monografia, depois a dissertação de mestrado e, por fim, a tese de doutorado. Em todas essas etapas você aprende um método. Se aprende como aprender. Como pesquisar. E de tanto que se pesquisa sobre um tema você chega a um limite. O limite do conhecimento sobre aquele tema. Chegando nessa fronteira, você só avança se criar uma nova estrada para trilhar. Através de testes e experimentos. Mas veja bem: Você caminhou até aqui ‘sobre ombros de gigante’. Está vendo ‘ao infinito e além’.

E os institutos de pesquisa?

São instituições inteiramente dedicadas à pesquisa. Então pense nesse processo já internalizado e arraigado dentro de profissionais que trilharam esses caminhos sozinhos em suas formações acadêmicas, mas que fazem isso todos os dias. A repetição leva à perfeição.

Sabe aquela lembrança do cientista maluco? Esquece! Esses profissionais sabem de todas as rotinas, as melhores práticas para se chegar a um determinado conhecimento. Sabem onde encontrar dados, como trabalhar os dados que encontram e como interpretar os resultados, porque entendem o tema profundamente.

Tem muitos campos de pesquisa. No campo da economia, da filosofia, da engenharia, da medicina, da estatística, da matemática, física, e por aí vai.

Hoje o conhecimento se multiplica com uma velocidade difícil de acompanhar. São muitos pesquisadores mundo afora fazendo pesquisa. Inúmeros. A internet trouxe uma possibilidade ímpar de difundir conhecimentos e unir as pessoas. Praticamente nenhuma invenção no mundo hoje pode ser atribuída a apenas um indivíduo ou mesmo nação.

Existem redes de colaboração internacional em todos os campos de conhecimento. Existe pesquisa pública. Pesquisa privada. Todas se somando e reforçando a multiplicação do conhecimento.

Na figura abaixo podemos ver as relações de pesquisa mundo afora sobre o Zika vírus. As linhas mais escuras e grossas indicam o volume de relações entre pesquisadores com destaque para a nossa FioCruz. Isso mostra a importância dessa instituição pública de pesquisa para avançar na cura e prevenção de doenças tropicais.

Rede de colaboração internacional em pesquisa sobre o Zika Vírus, com destaque para a FIOCRUZ

 

Rede de colaboração internacional em pesquisa sobre o Zika Vírus, com destaque para a FIOCRUZ

Fonte: Fiocruz. Scientific and technological contributions of Latin America and Caribbean countries to the Zika virus outbreak, 2019.

 

Como se faz isso?

  • Muitas doenças antes incuráveis estão chegando muito perto da cura, graças ao avanço da terapia genética. Já se trabalha a mudança diretamente nos genes para a cura, por exemplo, da esclerose múltipla. Pesquisa que envolve pesquisadores no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Cada qual avançando um passo. E outros caminhando a partir dali. Não precisam voltar o passo já dado.

 

  • O mesmo para a produção de dados no Brasil. O nosso IBGE acompanha padrões internacionais de boas práticas em coleta, análise e divulgação de dados como o PIB (Produto interno Bruto), taxa de desemprego, taxa de inovação em empresas, etc. Em Minas Gerais, com a mesma seriedade temos a Fundação João Pinheiro.

 

  • Para toda pesquisa que se faz existe um caderno metodológico, explicando o passo a passo de como ela foi feita. Mostrando o que existe no mundo sobre o tema. Aberto ao público.

Por fim…

Nesse ponto, não podemos aceitar voltar todos os passos que já foram dados. A pesquisa no Brasil precisa ser continuada. Conhecimento gera crescimento econômico.

Não podemos ficar atrás da fronteira do conhecimento. Porque essa fronteira é móvel. Se não caminharmos junto com ela poderemos ficar irreversivelmente para trás.

 

Clicando aqui  você encontra um canal no  youtube onde se tem excelentes entrevistas com pesquisadores brasileiros sobre resultados de suas pesquisas.

 

 

 

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