Governos podem fazer mais sem aumentar tributos

Pense em um mundo sem dinheiro. Não vivemos nele.

O que não falta no mundo é dinheiro, riqueza, capital, ourufufa. Como quiser chamar.

A União Européia captou no mercado financeiro títulos conjuntos no valor de R$ 11,4 trilhões para a recuperação de seus países agora durante a pandemia. Valor maior que o PIB brasileiro. Esse dinheiro veio de capital especulativo em busca de rendimentos. Investidores do mundo inteiro. Eles investiram em um grupo de países em risco. Esses investidores são milhares de pessoas e empresas que reuniram seu capital ocioso em busca de rendimento. R$ 11,4 trilhões captados! Pense!

E o que os países da União Europeia vão fazer com esse dinheiro é investir nas pessoas. Em programas sociais, em empréstimos para empresas na formação de pessoas, em atividades produtivas, na educação de crianças jovens e adultos, em atividades de alto impacto na geração de novas tecnologias, digitalização, tecnologias verdes e por aí vai.

E o que não vão fazer é vender produtos altamente lucrativos como empresas. Mas o que faz as pessoas investirem em governos  com tais objetivos é a confiança que possuem nesses governantes. De que  esses vão investir em atividades que vão estimular a economia. Então longe de um estado mínimo, o vemos é um estado máximo capaz de assumir riscos e o ‘mercado’ acreditando que vai dar certo. E isso traz retornos econômicos para o país. Muito  retorno por sinal. O investidores sabem disso

Uma boa governança permitiu tal façanha.

O que precisamos não é governos economizando até na compra de palitos de fósforo. O que precisamos é de governos confiáveis que aplicam recursos de maneira correta e eficiente na melhoria de vida de seus cidadãos.

E captação histórica de recursos da União Europeia nos dá uma importante lição sobre a importância de mecanismos institucionais /leis que nos assegurem a captação de recursos em escala mundial, nos diversos níveis dos entes federativos (estados, municípios), quem sabe. Sem deixar de lado uma regulação nacional ou de blocos de países, de modo que a ideia central seja a cooperação e não a competição. O mundo mudou e as estratégias dos governos para captação de recursos estão se modificando também. Vivemos num mundo financeirizado globalmente.

A importância do papel do Estado volta a tona em todos os momentos de crise, apenas porque o papel dele é importante em todos os momentos. Atuando em conjunto com toda a sociedade e setor privado.

Negar essa importância relegando seu papel a de um chefe de família sovina nos levará ao fundo do poço. Por que um governo quando gasta bem, não gasta, investe.

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